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Batalha do Jenipapo
Obras de arte que retratam a Batalha do Jenipapo
A BATALHA DO JENIPAPO E SUA IMPORTÂNCIA PARA A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (*)

Zethe Viana Machado (1)

“Aquele que morre em defesa da sua pátria faz mais por ela num dia que os demais em toda a vida”. Péricles

No dia 07 de setembro de 1822, às margens plácidas do Ipiranga ouviu-se o grito de independência de D. Pedro I, mas não houve derramamento de sangue pela liberdade do Brasil nessa ocasião. Meses depois, brasileiros dariam a própria vida para assegurar a independência e a unidade nacional na denominada Batalha do Jenipapo. Os piauienses desafiaram o peito à própria morte e não fugiram à luta. Para ficar a pátria livre, muitos piauienses morreram pelo Brasil.

13 de março de 1823. Data em que ocorreu a Batalha do Jenipapo, nas proximidades do Rio Jenipapo, no atual município de Campo Maior, no Estado do Piauí. A data é tão importante para os piauienses que passou a ser estampada na bandeira do Estado, por meio da Lei Estadual nº 5.507, de 17 de novembro de 2005, atendendo uma antiga reivindicação da comunidade acadêmica, em reconhecimento da sua importância histórica para a independência do Brasil. Entretanto, a batalha ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros.

Segundo Laurentino Gomes (2) em sua famosa obra 1822: “Nesse local ocorreu o mais trágico confronto na Guerra da Independência. Foi batizado de Batalha do Jenipapo em referência ao nome do rio em cujas margens brasileiros e portugueses se bateram entre as nove horas da manhã e as duas da tarde de 13 de março de 1823. O resultado foi uma carnificina: cerca de duzentos brasileiros mortos e mais de quinhentos feitos prisioneiros. As perdas representaram um terço do improvisado exército brasileiro composto em sua maioria por vaqueiros, comerciantes, alguns vereadores, um juiz, além de velhos e adolescentes. Os portugueses tiveram apenas 16 baixas. Ignoradas pelos brasileiros das outras regiões, as tumbas dos heróis anônimos do Jenipapo contêm uma lição. É um erro acreditar que as regiões Norte e Nordeste apenas “aderiram” ao império do Brasil depois que a independência já estava assegurada no sul do país. Por essa interpretação equivocada, a decisão teria se tornado inevitável diante da consolidação do poder de D. Pedro no Rio de Janeiro e do enfraquecimento da metrópole portuguesa às voltas com dificuldades políticas e financeiras. Na verdade, a independência nessas regiões foi conquistada palmo a palmo ao custo de muito sangue e sofrimento”.

Para melhor situar o leitor, faz-se necessária uma introdução do contexto econômico e histórico do Piauí daqueles tempos.

O Piauí era importante para os portugueses, segundo Francisco Castro (3), em seu livro sobre a Batalha do Jenipapo: “Ao contrário da situação dos dias atuais, o quadro financeiro do Piauí, em 1821, era considerado bom. A atividade agropecuária crescia vertiginosamente. Quinze mil bois eram abatidos em Parnaíba para abastecer de carnes os mercados do Maranhão, Ceará e Bahia; o comércio de algodão era considerado o melhor do Brasil, além do fumo, cana-de-açúcar e outros produtos. Cerca de 50% da renda bruta das numerosas fazendas de gado do Piauí ia parar nos cofres das cortes portuguesas. O dinheiro que ficava no Piauí pagava os gastos com atividades militares e preservava a carrancuda máquina administrativa”.

Dessa época remonta o famoso cancioneiro popular, em razão desse apogeu do Piauí (4): “O meu boi morreu, que será de mim? Manda buscar outro oh maninha. Lá no Piauí”. Devido à pujança local, os portugueses não queriam perder o Piauí.

Na verdade, a independência do Brasil, proclamada em 07 de setembro de 1822, não alcançou o Norte e Nordeste. Portugal pretendia manter essas regiões como suas colônias. Ademais, os portugueses ouviam rumores libertários vindos dos rincões piauienses. Dessa forma, mandaram para o Piauí, o competente oficial João José da Cunha Fidié (5). Ele chega a Oeiras em 08 de agosto de 1822. Na época, Oeiras era a capital da província do Piauí.

Em sua rica obra, o professor Fonseca Neto (6), um dos maiores estudiosos sobre a Batalha do Jenipapo, explica o objetivo do Oficial português no Piauí: “Fidié chega à Oeiras, via São Luís do Maranhão, na primeira semana de agosto de 1822, menos de 30 dias para o 7 de setembro. Sua missão, tal dito, não tem aparentemente nexos diretos com o que sucede na corte-regente brasileira. Mas um mundo de significados logo terá sua presença em terras do Piauí, logo se verá: garantir os interesses diretos do rei de Portugal, afastada outra qualquer variável que não seja exprimir fidelidade ao soberano-pai, João VI. (...). ”

Em 19 de outubro de 1822, a Vila de Parnaíba, por meio de sua Câmara, proclamou a independência do Piauí da Corte Portuguesa e reconheceu a independência do Brasil. O ato representou um ideal de liberdade e um verdadeiro repúdio aos portugueses no Piauí.

Um dos líderes desse ato foi o alferes Leonardo de Carvalho Castelo Branco (7), assim como os maçons Simplício Dias da Silva e Cândido de Deus e Silva. Laurentino Gomes, em entrevista concedida ao programa da TV Brasil “De lá pra cá” (8) em belíssimo episódio dedicado à Batalha do Jenipapo, relata que a Maçonaria foi um dos atores responsáveis pela divulgação desses ideais de liberdade nas terras piauienses. Era o ideal da maçonaria: ter um Piauí mais justo e perfeito.

Comunicado da declaração ocorrida em Parnaíba que rompia as amarras do Piauí com Portugal, Fidié partiu em 13 de novembro de 1822 de Oeiras à Parnaíba com um exército de 1.500 homens, deixando Oeiras praticamente desprotegida.

Em 18 de dezembro de 1822, Fidié chega a Parnaíba encontrando a cidade quase deserta e sem resistência. Os líderes do movimento na companhia dos demais revoltosos, com a notícia da numerosidade do exército português refugiaram-se no vizinho estado do Ceará.

Aproveitando-se da ausência de Fidié, o Brigadeiro Manoel de Sousa Martins (9), conhecido como Visconde da Parnaíba, declarou em 24 de janeiro de 1823, Oeiras independente e proclamou a adesão do Piauí à independência do Brasil.

Informado do ocorrido em Oeiras, Fidié tachou os piauienses de traidores e inimigos de Portugal, e partiu de Parnaíba em direção a Oeiras, a fim de retomar esta cidade. Conforme o coronel Cláudio Moreira Bento (10), em sua valiosa obra, na qual faz uma análise militar do combate do Jenipapo: “Em 1º de março de 1823, o Major Fidié com sua tropa bem armada, informada e reforçada decidiu marchar para Oeiras para lá restabelecer o poder de Portugal. Recebera reforços de soldados do brigue D. Miguel e da Guarnição do Maranhão em Carnaubeiras. Forte de 1.100 homens milicianos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, e com 11 canhões e reforçado, deixou Parnaíba”.

No dia 12 de março de 1823, Fidié chega às margens do Rio Jenipapo. A cidade de Campo Maior não era diferente de Parnaíba e de Oeiras quanto aos ideais de liberdade e repulsa aos portugueses. Segundo Laurentino Gomes (11): “Ao saber da aproximação do exército português, o capitão Luiz Rodrigues Chaves, comandante da guarnição local, decidiu barrar-lhe o caminho. Como dispunha de menos de quinhentos soldados, fez uma proclamação aos moradores pedindo voluntários. Ao amanhecer do dia 13 de março, cerca de 2.000 pessoas estavam reunidas em frente à igreja de Santo Antônio. Era um grupo sem qualquer treinamento militar, armado com foices, machados, facões, espingardas de caça e dois canhões velhos e enferrujados, ainda da época do Brasil colônia, que horas mais tarde se desmantelariam ao disparar os primeiros tiros. ‘Só a loucura patriótica explica a cegueira desses homens que iam partir ao encontro de Fidié quase desarmados’, ponderou o historiador Abdias Neves”.

Os piauienses, sem nenhuma experiência militar, sucumbiram diante do exército e dos canhões portugueses. Mas a bravura desses guerreiros foi reconhecida e imortalizada em trecho do Hino da Policia Militar do Estado do Piauí (12): “Avante, ó Polícia Militar, exemplo de um povo varonil, que fez em Jenipapo ecoar, o Piauí na Independência do Brasil”. A propósito, a Polícia Militar do Piauí foi criada em 25 de junho de 1835, pelo Brigadeiro Manoel de Sousa Martins, o Visconde da Parnaíba.

    Por meio do Hino do Estado do Piauí (13), os mártires do Jenipapo também tiverem o devido reconhecimento: “Sob o céu de imortal claridade/Nosso sangue vertemos por ti/Vendo a pátria pedir liberdade/O primeiro que luta é o Piauí”.

Francisco Castro (14) destaca a coragem dos piauienses na Batalha do Jenipapo: “A ordem era atacar Fidié ao mesmo tempo e em todas as direções ao longo das margens do riacho. Não há em toda a história das lutas pela Independência do Brasil uma página mais épica e mais trágica do que a que escreveram com sangue e bravura aqueles anônimos heróis brasileiros. O primeiro combate foi fatídico para os piauienses. Dezenas de corpos caíram varados pelas balas do exército de Fidié. Os poucos que conseguiram atravessar a linha de fogo deram o último suspiro à boca dos canhões, com tamanho desamor pela vida e com imensurável amor pela pátria que assustavam até o mais frio soldado português. Eles nunca tinham visto tanta intrepidez em nenhum lugar do mundo”.

Os piauienses tombaram no combate do Jenipapo, mas não perderam a guerra pela independência do Brasil. O destemor dos piauienses fez o major Fidié mudar de planos: ele desistiu de rumar para Oeiras e optou por seguir para o vizinho estado do Maranhão.

Conforme relata Laurentino Gomes (15): “Para Fidié foi uma vitória com sabor de derrota. No calor da batalha, sua bagagem pessoal, armas e munição tinham sido roubadas pelos sertanejos. Castigada pelo sol inclemente, ao final dos combates sua tropa apresenta estado tão deplorável que o major achou mais prudente não perseguir os brasileiros que fugiam em debandada. Preferiu recolher-se a uma fazenda perto de Campo Maior, onde permaneceu três dias. Ali também chegou à óbvia conclusão de que seria inútil resistir à onda revolucionária. A tragédia do Jenipapo demonstrava a determinação dos brasileiros em lutar pela independência, mesmo que de forma desorganizada e à custa da própria vida. Por isso, em vez de prosseguir até Oeiras, Fidié decidiu cruzar o rio Parnaíba e se refugiar na cidade maranhense de Caxias, ainda controlada pelos portugueses”.

Em 31 de julho de 1823, Fidié é cercado e capturado pelas tropas piauienses na cidade de Caxias, no Maranhão. É levado para Oeiras, em seguida Salvador, sendo de lá transferido ao Rio de Janeiro, posteriormente é deportado para Portugal.

O coronel Cláudio Moreira Bento (16) explica porque a Batalha do Jenipapo não pode ser vista como uma derrota: “No dia seguinte, 1º de agosto de 1823, decorridos cerca de 3 meses e 17 dias do combate de Jenipapo e cerca de 10 meses e 23 dias da proclamação de nossa independência em 7 de setembro de 1822, pelo Príncipe Regente D. Pedro, às margens do arroio Ipiranga, os patriotas entravam em Caxias consolidando assim a Independência do Maranhão, Piauí e Ceará. E para isto contribuiu decisivamente o combate do Jenipapo, uma derrota tática numa Ação Retardadora de um exército improvisado, mal armado e sem conhecimento da Arte Militar, mas sem dúvida, uma grande vitória estratégica que minou o poder militar do Major Fidié e o impediu em sua ação de retardamento que ele desistisse de rumar para Oeiras e reconquistá-la. O combate de Jenipapo lembra a derrota militar do Governo na Lapa, onde os federalistas a atacaram, mas a praça resistiu por cerca de 40 dias ao avanço federalista, dando tempo ao Marechal Floriano para organizar a defesa na fronteira Paraná-São Paulo e a chegada da Esquadra Legal no Rio de Janeiro. E assim deve ser entendida a vitória patriota em Jenipapo”.

O professor Fonseca Neto (17) esclarece porque Jenipapo significa vitória para os brasileiros: “(...) Tanto que, ainda que vitorioso no campo do enfretamento direto do Jenipapo, reconheceu a derrota no campo político-estratégico, e redirecionou a marcha de seu exército para a vila de Caxias, repleta de patrícios, e já às vésperas de gritar vivas à liberdade.”

Jenipapo contribuiu para garantir um Brasil unido de norte a sul. Nesse sentido, esclarecem Gervásio Santos e Kenard Kruel (18): “A batalha do Jenipapo, sem dúvida alguma, decidiu o destino da independência brasileira na região nortista, pois se Fidié tivesse suplantado a revolta no Piauí, marcharia contra cearenses e pernambucanos. Contando, já, com a fidelidade do Maranhão e do Pará, anexaria essas províncias aos povos aliados do império português no Norte do Brasil. Teríamos, então, ou um Brasil dividido ou uma nova guerra a ser travada”.

Portanto, a Batalha do Jenipapo não pode ser vista como uma derrota, mas como uma vitória para a união nacional.

Segundo Francisco Castro (19), o grande poeta Carlos Drummond de Andrade reconheceu a grandiosidade da Batalha do Jenipapo e insculpiu seus combatentes para a eternidade no poema “Cemitérios”: “No cemitério de Batalhão os mortos do Jenipapo; Não sofrem chuva nem solo telheiro os protege; Asa imóvel na ruína campeira”.

O reconhecimento dado pelo Exército Brasileiro aos heróis do Jenipapo, conforme relata o coronel Cláudio Moreira Bento (20) é de imensurável importância: “O Exército Brasileiro, como homenagem aos heróis piauienses das Guerras da Independência, decidiu recomendá-los ao culto no Exército os reverenciando como denominações históricas de suas unidades articuladas no Piauí: De “Alferes Leonardo de Carvalho Castelo Branco” ao 25º Batalhão de Caçadores. De “Heróis do Jenipapo” ao 2º Batalhão de Engenharia de Construção, por Portaria Ministerial nº 13 de 27/01/1993. De “Visconde da Parnaíba” ao 3º Batalhão de Engenharia de Construção, por Portaria do Comandante do Exército de 13 de outubro de 2000”.

Em 1973, após 150 anos da Batalha, foi erguido um majestoso Memorial (21) em homenagem aos heróis do Jenipapo, na cidade de Campo Maior, nas proximidades do riacho do Jenipapo.

No dia 13 de maio de 2015, por iniciativa do coronel Marcelo Pereira Lima de Carvalho, em solenidade por alusão aos 57 anos do 2º Batalhão de Engenharia de Construção, foi entoado pela primeira vez, o Hino à Batalha do Jenipapo, com letra do 1º tenente Leonardo Silva Nunes Santos e música do cabo Fábio de Lima Mesquita.

Os piauienses do Jenipapo são essa brava gente brasileira que fizeram raiar a liberdade no horizonte do Brasil!

Jenipapo é o Álamo brasileiro. Lembrem Jenipapo!


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NOTAS
* Artigo publicado na revista DIREITO MILITAR (Nº 113 - Maio/Junho de 2015), voltado ao enaltecimento da Batalha do Jenipapo, apontando a grandiosidade da batalha, crucial para a concretização da independência do país, piauienses subverteram-se a tomada de Fidié e suas tropas a mando do rei de Portugal e lutaram bravamente, apesar da derrocada dos combatentes piauienses diante do poderio bélico das tropas de Portugal, os piauienses foram insistentes e lograram êxito, bravura essa reconhecida e imortalizada no Hino da Polícia Militar do Estado do Piauí.
1 Capitão da Polícia Militar do Estado do Piauí. Servindo atualmente no Gabinete Militar da Governadoria. Realizou o Curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar do Paudalho, no Estado de Pernambuco. Bacharel em Direito e Especialista em Gestão da Segurança Pública pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI).
2 GOMES, Laurentino. 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro I a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 187 e 188.
3 CASTRO, Francisco. A guerra do Jenipapo: A independência do Piauí. São Paulo: FTD, 2002, p. 08.
4 Por todos, conferir: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0902200022.htm.
5 Pela importância, transcrevemos nota do livro de Francisco Castro, p.09: “João José da Cunha Fidié nasceu no fim do século XVII e faleceu em Lisboa em 1856. Tenente-general do exército português, lutou contra os franceses. Tomou posse como Comandante das Armas do Piauí em 09 de agosto de 1822. Instalou-se no Piauí com o objetivo de manter uma colônia portuguesa nos trópicos. Escreveu um livro chamado Vária Fortuna d’um Soldado Portuguez, publicado em Lisboa em 1850 pela Tipografia de Alexandrina Amélia de Salles e reeditado em Teresina,  em 1942, pela Biblioteca, Arquivo e Museu do Estado do Piauí, por ocasião do 120º aniversário da guerra de independência no Piauí. Em uma parte do livro Fidié conta como foi a Batalha do Jenipapo”.
6 NETO, Antônio Fonseca dos Santos. Jenipapo: riacho irrigado com sangue da Esperança. Teresina: CCOM/Governo do Estado do Piauí, 2010, p. 48.
7 Mais uma vez, nos servimos da obra de Francisco Castro, p. 10: “Leonardo de Carvalho Castelo Branco nasceu na Fazenda Taboca, município de Parnaíba, em 1788 e faleceu em 12/07/1873. Foi político, inventor, militar, poeta e mecânico. Teve educação jesuítica. Por sua participação nas lutas pela independência do Piauí, foi preso e enviado a Portugal. Voltando anistiado para o Brasil é novamente preso por fazer parte da Confederação do Equador. 
8 Batalha do Jenipapo. De lá pra cá. TV Brasil, 31 de outubro de 2010. Programa de TV.
9 Segundo Francisco Castro, p. 14: “Manoel de Sousa Martins, também chamado de Visconde da Parnaíba, nasceu em Jaicós, interior do Piauí, e morreu em Oeiras, em 1856. Está sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, em Oeiras. Participou da conspiração que levou o então presidente da Província do Piauí, Elias José Ribeiro de Carvalho, a destituir-se do cargo. Em 24 de janeiro de 1823, proclama a adesão do Piauí à independência do Brasil. Ficou no poder até 1843.”
10 BENTO, Cláudio Moreira. O combate de Jenipapo. Resende: Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), 2009, p. 24.
11 GOMES, Laurentino. 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro I a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 190.
12 Hino da Polícia Militar do Estado do Piauí.
13 Conferir em: http://letras.mus.br/hinos-de-estados/126615/.
14 CASTRO, Francisco. A guerra do Jenipapo: A independência do Piauí. São Paulo: FTD, 2002, p. 21.
15 GOMES, Laurentino. 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro I a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 191.
16 BENTO, Cláudio Moreira. O combate de Jenipapo. Resende: Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), 2009, p. 35 e 36.
17 NETO, Antônio Fonseca dos Santos. Jenipapo: riacho irrigado com sangue da Esperança. Teresina: CCOM/Governo do Estado do Piauí, 2010, p. 54.
18 KRUEL, Kenard. SANTOS, Gervásio. História do Piauí. Teresina: Zodíaco, 2009.
19 CASTRO, Francisco. A guerra do Jenipapo: A independência do Piauí. São Paulo: FTD, 2002, p. 23.
20 BENTO, Cláudio Moreira. O combate de Jenipapo. Resende: Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), 2009, p. 11.
21 Por todos conferir: http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/centro-cultural/arquivos/batalha-do-jenipapo.